Livro Didático-Televisão
Muito usei e uso livros didáticos nos anos finais de História. História tem muitos textos. Difícil se desprender dos livros didáticos. Compreendo que se aprende mais e mais a ler, a escrever e que talvez por isso os textos dos livros didáticos tragam sempre muitas palavras que os estudantes não conhecem.
Mas, será que quem construiu o livro didático pensou quantas palavras desconhecidas um texto deve ter para que se estimule o aprendizado da leitura ou o aprendizado do próprio texto? Será que 3 ou 4 palavras novas e complexas, para um texto de 1400 palavras, é muita novidade?
E que dizer de um texto de tamanho aproximado com 20 ou 30 palavras novas?
Qual a medida de "novidade linguística" que inviabiliza a compreensão?
Aceito a boa fé dos construtores de livros didáticos, mas penso que o padrão geral do nível de leitura que eles utilizam nestes livros faz ineficaz o progama PNLD.
E que relação tem tudo isso com a autoria? A autoria da professora e do estudante? Será que os livros didáticos são como as televisões, que nunca param de transmitir e nunca ouvem? Contudo, entre as tevês e livros didáticos há também diferenças. As primeiras, em geral, são muito simples em sua linguagem para que todos possam compreender. Tão simples que chegam a ser simplórias.
Ao contrário, talvez devessemos chamar os livros de "complexórios".
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