Mediação Pedagógica em Ead - reflexões sobre a aula profa Simone



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A aula transcorreu normalmente. Suave e tranquila. Explicações sobre o estágio nos tomaram tempo, mas sempre bastante necessário.
O texto que li tangenciava mais de longe a pauta do que foi a aula, pois tratava dos elementos não-humanos, os mediadores não-humanos e, como nosso chão é quase sempre o humano, ainda mais em se tratando de aprendentes e ensinantes, o foco foi mais no humano.

O foco foi na sempre complexa maneira de saber, de reconhecer, de perceber e sentir, muitas vezes nas entrelinhas de poucas frases escritas, como se reportar à um aprendente.

E que sempre está imbuído nessa maneira de se reportar uma concepção de aprendizagem. E que temos que treinar essa para-visão, treinar e treiná-la, para que ela fique afiada e assim melhorarmos nosso objetivo, que é a aprendizagem do aprendente.

Realmente, para os ensinantes, saber se um “ok” é melhor do que “o seu trabalho atingiu os objetivos” não é uma questão simplória.

O afeto, o vínculo, a proximidade, o amor, enfim, o acolhimento, um espaço de acolhimento, a segurança e conforto necessário aos aprendentes... e, por outro lado, saber também enxotar do ninho, dar os limites. Engraçado que esse assunto foi a primeira vez em 4 anos no Pead que me senti dentro de uma reunião pedagógica nos moldes bem das escolas tradicionais, com as pessoas em grupo tendo um sentimento mais reativo frente à insistência das alunas.
Aquelas situações que nos deixam estressado tamanha a demanda que os alunos requerem. Penso que o stress se deve mais ao volume da demanda do que ao tipo de problema que os aprendentes apresentam. Claro que, em termos de saúde, tamanha demanda pode adoecer a professora mas é que em escolas, e eu tendo a imaginar que especificamente nos anos finais principalmente, ver alunos que não sabem coisas básicas e estão num momento da escolarização que deveriam saber, é uma coisa corriqueira.
Às vezes é normal estarmos, numa mesma aula, ensinando alguém do primário ao lado de alguém do terciário (ou 3º grau), e muitas vezes ainda tem uma aluno que fica perguntando as horas apenas para falar com a gente, aluno que fica inventando os assuntos mais idiotas apenas por que quer que a gente olhe para ele e dê um corridão.
Essas aulas que fazem a gente pensar são ótimas.

No Pead a questão dos prazos é uma conversa frequente, mas tendo a vê-la como positiva. As instituições funcionam com prazos e certamente não se pode ser draconiano. Os humanos tentam se adequar aos relógios mas nem mesmo a circunvalação da terra é tão precisa. Imagino que se não fossem a frequente extensão dos prazos talvez tivéssemos perdido muita gente boa. A concepção fica estranha se formos super acolhedores no início e ríspidos no final.
É claro, isso dá muito mais trabalho. E nisso foi a segunda vez que me senti numa escola numa reunião do Pead: as escolas que são acolhedoras dão muito mais trabalho.
Quando entrei no Pead achava que sabia muito de ensino de história. Hoje penso e tento reformular talvez 80% do que era minha profissão há 4 anos atrás.

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